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Condutores: Agressividade não desaparece com a idade
Homens e mulheres entre os 39 e os 45 anos já atingiram a maturidade. Ultrapassaram a adolescência, casaram-se, têm filhos e um emprego estável. A idade tornou-os mais prudentes. Até pode ser verdade, mas essa precaução mal se nota na estrada. Condutores de ambos os sexos nesta faixa etária têm comportamentos tão agressivos ao volante como os jovens entre os 18 e os 24 anos, apesar de serem mais experientes e menos imaturos. Esta é só uma das conclusões retiradas do estudo de José Brites, investigador do Centro de Estudos de Psicologia Cognitiva e da Aprendizagem, que avaliou o comportamento de 480 automobilistas de todas as regiões da Área Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo. Este é um estudo interessante para gestores de frota, que devem saber com o que os seus motoristas podem lidar, ou o que podem personificar, na estrada.
Como identificar motoristas perigosos
A agressividade ao volante vai decrescendo com o avançar da idade. Excepto no caso dos que estão entre os 39 e 45 anos. Explicar os motivos para os comportamentos de risco nessas idades é mais complicado, mas o especialista está convencido de que haverá uma forte correlação com uma actividade profissional mais intensa: “Estamos perante uma faixa etária com maiores probabilidades de exercer funções executivas, de ter mais anos de experiência profissional e portanto mais exposta ao cansaço.”
Se há revelações inesperadas no estudo de José Brites, há também estereótipos derramados no alcatrão. Homens e mulheres podem ser igualmente agressivos ao volante.
Condução agressiva preocupa gestores de frota
A agressividade ao volante não é comum nem é constante em todos os automobilistas. É um traço de personalidade latente que a estrada se encarrega de ampliar: “As características estão lá e são as situações de stresse que acendem o rastilho.” Se, por exemplo, o dia corre mal, haverá menos tolerância do condutor para aceitar os contratempos que surgem na estrada.
Só a prevenção rodoviária poderá acabar com tanta má educação e pouco civismo que circulam nas estradas – prevenção rodoviária dirigida às crianças e ainda mais precaução na hora de tirar a carta de condução. “Uma das mais-valias deste estudo é ter demonstrado que a agressividade é um traço de personalidade. Se assim é porque não fazer uma avaliação de personalidade antes de habilitar alguém a conduzir?”, questiona o investigador.
Até porque não é difícil provar que quem demonstra mais agressividade ao volante tem maior probabilidade de causar um acidente. “Basta lembrar que quando se insulta o condutor do lado a concentração não está mais dirigida para a estrada e passa a estar focalizada num único estímulo muito específico”, esclarece o psicólogo.
Jogo de computador forma motoristas
De facto, actualmente, os gestores de frota, para quem a actividade se concentra na estrada e cujo lucro da empresa depende da sua capacidade de educar os motoristas, já realizam testes psicotécnicos aos candidatos para condutores, para detectar comportamentos agressivos, e muitos submetem-nos a testes de computador, para analisar o seu tipo de condução. Esta é uma forma de combater a sinistralidade e garantir a segurança do veículo, do motorista, da carga e dos outros condutores. Além de que um sinistro aumenta o preço do seguro e provoca uma grande despesa à empresa. E nenhum gestor de frota quer que isso aconteça.
in Jornal i
Empresas frotistas sofrem fraudes em acidentes
Cada vez mais motoristas de frotas sofrem acidentes provocados para receber o dinheiro da seguradora. De facto, no último ano, na Grã-Bretanha, este tipo de acidentes, conhecidos por “crash for cash” (acidente por dinheiro), aumentaram 30 por cento. A preocupação das empresas frotistas em relação a este fenómeno aumenta face a estes números.
“Estes criminosos têm como alvo veículos de empresas, pois estas normalmente têm seguros elevados”, explica James Heath ao Fleet News, director do departamento de fraude de uma seguradora britânica.
Este fenómeno tem tido uma evolução assustadora, mas o “modus operandi” destes criminosos é simples. Aproximam-se dos carros de trás e desligam a luz dos travões, assim como a marcha atrás, para que os outros condutores não consigam prever o seu comportamento. De seguida, provocam uma travagem brusca, que impeça o carro de trás de travar com segurança e assim embater no seu carro.
Segundo James Heath, este tipo de crime afecta principalmente as capitais de distrito e as zonas mais povoadas, com maior tráfego rodoviário. Nos últimos três meses, assistiu-se a um aumento de 21 por cento deste fenómeno.
Como evitar este crime?
Os motoristas devem manter-se atentos à estrada e moderar a velocidade, de modo a evitar serem vítimas deste crime.
Outro poderoso aliado contra este fenómeno é a tecnologia, segundo acreditam os gestores de frota britânicos. ”A tecnologia existe. Temos de fazer uso dela”, defende Tim Bailey, responsável pela frota da empresa Helphire. De facto, os sistemas de gestão de frotas controlam a velocidade das viaturas e enviam alarmes para o gestor de frota quando os motoristas ultrapassam o limite de velocidade estipulado. Assim, o gestor de frota pode assistir a condução dos seus motoristas, e assim garantir a segurança da sua viatura e do condutor.
Gestores de frota usam mais os sistemas de gestão de frota
Os gestores de frota estão a usar e a valorizar mais os sistemas de gestão de frota, segundo um inquérito realizado recentemente na Grã-Bretanha. Estes profissionais reconhecem estes sistemas como uma forma eficaz de garantir a segurança dos condutores, uma preocupação cada vez maior face aos prejuízos que representa um acidente.
Segundo o inquérito sobre localização GPS da DigiCore, realizado este ano, 55 por cento das empresas britânicas usam sistemas de gestão de frota – mais 25 por cento que em 2008. Foram inquiridas empresas com frotas mistas, nas quais 23 por cento são carros, 55 por cento são carrinhas, 20 por cento são camiões e 2 por cento são outros veículos.
O inquérito permitiu concluir que os sistemas de gestão de frota ainda não conquistaram o mercado dos veículos comerciais, com 41 por cento das empresas com esta tipologia a afirmar que não usam estes serviços. No entanto, provou-se que estes sistemas permitem aumentar a produtividade em 41 por cento, a razão apontada como principal para a aquisição deste produto.
Em termos de uso, 77 por cento das empresas disseram que recorrem a este serviço para reduzir custos, 64 por cento para aumentar a produtividade, 52 por cento para garantir a segurança, e 51 por cento para aumentar o desempenho da frota e dos funcionários.
No último seminário sobre telemática organizado pela sociedade britânica de fabricantes e comerciantes de motores (Society of Motor Manufacturers and Traders), onde estiveram reunidos os principais players do mercado, gestores de frota e administradores de empresas do meio britânico salientaram as vantagens destes sistemas.
O gestor de frota da Tesco, Dave Crellin, afirmou que desde que equipou a frota da empresa, cerca de 2,200 carrinhas, com um sistema de gestão de frotas e localização GPS, conseguiu reduzir o consumo de combustível em 12 por cento e a sinistralidade em 6 por cento.
Os profissionais reunidos no evento confessaram que usam cada vez mais os sistemas de gestão de frota para controlar os gastos com as viaturas e verificar a sua eficiência.
in Fleet News
Como identificar motoristas perigosos
É este último risco que diz respeito aos gestores de frota. Contratar funcionários significa confiar-lhes a responsabilidade de conduzir e cuidar de um veículo da empresa, que custou dinheiro, e que se pode tornar uma despesa ainda maior se não for operado com consciência. Assim, o gestor de frota deve acompanhar atentativamente o desempenho dos novos funcionários, tendo em atenção os factores de risco.
Factores de risco
Condução agressiva: Não são raros os funcionários se colocam a si próprios e aos outros em risco, conduzindo a altas velocidades e sem respeitar o código da estrada. Este tipo de comportamento é propenso à sinistralidade.
Segurança: Todos os anos, as empresas sofrem prejuízos relacionados com veículos roubados ou vandalizados.
Eficiência: A maioria dos motoristas não trata os veículos da empresa como trata as suas viaturas, incorrendo em velocidades excessivas, provocando um consumo de combustível excessivo e provocando sinistros.
Os gestores de frota devem ter em atenção este tipo de riscos, diariamente. Por exemplo, um elevado número de sinistros pode ser resultado de condução agressiva, pelo que o condutor com maior número de acidentes deve ser confrontado de forma a moderar o seu comportamento. Afinal, nenhuma empresa precisa de um funcionário que apenas gere prejuízo.
Consequências da sinistralidade
Danos físicos: Na ocorrência de um sinistro, a empresa depara-se com uma série de problemas. Primeiro, o veículo danificado não poderá desempenhar o seu trabalho, o que irá prejudicar a empresa. Além disso, a sua reparação irá representar uma factura considerável à companhia.
Danos pessoais: Caso o motorista seja ferido no sinistro, a empresa sofrerá com a perda temporária do funcionário, o que representa um novo prejuízo.
Responsabilidade: Caso existam outros envolvidos no acidente, e a culpa tiver sido do seu funcionário, a empresa terá que pagar a reparação da viatura. Mais uma despesa a pesar na companhia.
Reputação: Ser responsável por um acidente dá má imagem à empresa, que perde assim a confiança dos consumidores e dos parceiros.
Uma das melhores formas para controlar e identificar os condutores de risco é adquirir um sistema de localização GPS e gestão de frotas, que permite acompanhar em tempo real o desempenho dos funcionários, através de relatórios de velocidade e gastos de combustível.
Gestores de frota preocupados com sinistralidade
Por outro lado, conhecer a forma de condução de um motorista antes de o contratar também pode ser uma boa estratégia, segundo defendem gestores de frota britânicos. Estes profissionais defendem a aplicação de testes de condução por computador, para saber se o motorista em processo de recrutamento é ideal para a empresa.
in Business Fleet











