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Camionistas voltam a ameaçar paralisação
O presidente da assembleia geral da Associação Nacional de Transportadores Portugueses (ANTP) voltou ontem a ameaçar o Governo com uma paralisação nacional de camionistas, que poderá começar já no dia 31 de Maio.
“Demos ao Governo duas semanas, mas continuamos sem resposta dos ministérios“, disse ao DN António Lóios, revelando que a ANTP se reúne na próxima segunda-feira para acertar a data da paralisação.
in Diário de Notícias
Camionistas reúnem-se amanhã com o Governo
A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) reúne-se na próxima quarta feira com o Governo, um encontro que será essencial para decidir se a organização avança com um protesto.
O secretário-geral da ANTP, António Lóios, disse que a reunião, agendada para as 11h, «será decisiva para o futuro das posições» da associação.
«Queremos negociar, mas se houver irredutibilidade por parte do Governo, não termos alternativa senão avançar com um protesto», avançou António Lóios.
Os associados da ANTP reivindicam ao Governo a aplicação da directiva comunitária que permite a redução de oito cêntimos no litro do gasóleo e a alteração da lei das contra-ordenações.
Reivindicam também a não introdução de portagens nas SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador), a redução em 50 por cento do custo das auto-estradas à noite e a alteração do Código do Trabalho.
Os associados da ANTP decidiram, a 24 de Abril, que poderiam vir a paralisar a partir de 10 de Maio, «a qualquer dia», caso o Governo não respondesse às reivindicações do sector até essa data.
Caso se concretize, a paralisação poder vir a coincidir com a visita do Papa Bento XVI a Portugal (que decorre de 11 a 14 de Maio).
A ANTP foi criada na sequência do bloqueio de 2008, alegando possuir cerca de mil associados, num sector onde existirão «mais de 13mil empresas» com um total de 59 mil veículos de transporte de mercadorias.
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in Lusa/Antena 1
Camionistas prometem greve por tempo indefinido
António Lóios, da Associação Nacional dos Transportadores Portugueses (ANTP), disse que os 1300 empresários do sector “estão preparados para parar os seus camiões, por tempo indeterminado e sem pré-aviso, já a partir do dia 10 de Maio“. De acordo com este responsável, a paralisação dos camionistas – que pode coincidir com a visita do Papa a Portugal – terá consequências “semelhantes ou piores” às do protesto ocorrido em Junho de 2008, que paralisou o País por vários dias.
No entanto, o presidente da ANTP admite que ainda há hipótese de entendimento com o Governo, até 10 de Maio. António Lóios avança ainda que está sensível aos apelos do Governo, mas argumenta que as propostas dos transportadores estimulam a economia. O mesmo responsável diz que as medidas que exigem “em nada vêm beliscar o Orçamento do Estado” e podem ser, pelo contrário, uma forma de o Estado “angariar mais dinheiro”.
Os associados da ANTP reivindicam a aplicação da directiva comunitária que permite a redução em oito cêntimos no preço do litro do gasóleo, a alteração da lei das contra-ordenações, a não introdução de portagens nas SCUT, a redução em 50% do custo das auto-estradas à noite e a alteração do Código do Trabalho.
Ministro diz que greve durante a visita do Papa seria contra-producente
O ministro das Obras Públicas e Transportes considera que marcar greves e protestos por altura da visita de Bento XVI a Portugal apenas iria expor a fragilidade do país e seria até contra-producente. Em declarações ao programa “Terça à Noite”, da Renascença, António Mendonça apelou à responsabilidade.
“Todo o mundo, toda a Europa, todos os operadores, todos os especuladores, todos os agentes económicos estão com os olhos postos em Portugal. Qualquer declaração que se faça, seja de responsável sindical, político ou de uma empresa significativa, é ouvido internacionalmente. Temos de assumir as responsabilidades. Não quero acreditar que se aproveitem da vinda do Papa a Portugal para manifestarem externamente que há instabilidade no país. Isso seria extremamente prejudicial”, disse.
António Mendonça garante que ficará muito “surpreendido” se houver greve de camionistas, até porque ainda há questões em aberto a ser discutidas. O governante acrescenta que os responsáveis das associações de camionistas “têm espírito de diálogo e compreendem a situação que o país atravessa”. Por isso, não acredita que avancem para a greve.
Na entrevista ao “Terça à Noite” da Renascença, António Mendonça admite a privatização ou gestão mista de algumas empresas públicas de transportes que estão com dificuldades financeiras.
A propósito dos protestos por causa do preço da gasolina, o ministro diz que baixar o ISP é “dar um mau sinal”, porque deve ser desestimulado o consumo de combustíveis fósseis.
Já sobre as SCUT (auto-estradas sem custos para os utilizadores) que vão passar a ter portagens, António Mendonça olha para trás e diz que “tem dúvidas se o conceito foi ajustado”.
in DN/RR
Governo aceita ponderar reivindicações de transportadoras
A redução de oito cêntimos no preço do gasóleo vai ser decidida por Teixeira dos Santos.
Está dado o primeiro passo para um entendimento entre o Governo e a Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas (ANTP). “A reunião com o ministro dos Transportes correu muito bem, conseguimos um entendimento sobre uma redução nas portagens, SCUTS incluídas, o que nos deixa extremamente satisfeitos”, disse António Loios, presidente da mesa da assembleia geral da ANTP ao Diário Económico. “Agora falta definir os moldes deste entendimento, tendo ficado o Governo de apresentar uma proposta às diferentes concessionárias”, adiantou o mesmo responsável.
Quanto à questão mais polémica e que se prende com a aplicabilidade da directiva comunitária face aos combustíveis e que prevê a redução para as transportadoras de oito centímos por litro de gasóleo, em sede de ISP, António Loios é taxativo: “esta é a questão nevrálgica e os transportadores não vão abdicar dessa sua pretensão”. Nesse sentido adiantou: “O ministro vai agendar uma reunião quadripartida em que terão assento para além do ministério dos Transportes, as Finanças, a Economia e o Trabalho até porque caso esta nossa pretensão seja atendida o Estado pode vir a encaixar 34 milhões de euros em sede de ISP, porque os transportadores portugueses em vez de abastecerem em Espanha passarão a fazê-lo em Portugal”.
in Diário Económico












