Archive for the ‘Entrevistas’ Category
Arval oferece “estrutura contratual muito flexível”
Arval responde à pergunta da PME News, “Que soluções tem a Arval para as PME?”
A Arval abriu em Portugal em 1999, gerindo hoje cerca de 8.000 viaturas no território nacional e cerca de 700.000 globalmente. Este volume coloca a Arval entre as maiores gestoras de frota do mundo sendo detida a 100% pelo BNP Paribas, que surge nesta fase pós crise como “um dos cinco bancos com melhor rating no mundo o que garante uma solidez absolutamente vital num contexto de instabilidade como é aquele que vivemos agora“.
“Como é natural, nesse vastíssimo universo de clientes existem muitas PME que beneficiam de uma alta qualidade de serviço operacional e de aconselhamento estratégico, desenvolvido internamente a pensar nas maiores empresas mundiais, (segmento no qual a Arval assume uma posição de peso), mas cuja aplicabilidade para as PMEs é manifestamente benéfica”, diz o Director Comercial da Arval, José Madeira Rodrigues.
Assim, para além das “vantagens genéricas associadas ao Renting (AOV)”, i.e. enquadramento financeiro e contabilístico mais vantajoso, uma gestão operacional eficaz privilegiando a mobilidade, maior previsibilidade dos custos e também a transferência de risco operacional e de valor residual, a Arval, em particular, apresenta, segundo o seu Director Comercial, “uma estrutura comercial e contratual que serve perfeitamente as necessidades das PME nacionais“.
Assim, destaca este responsável, “uma PME nossa cliente beneficia de uma equipa de apoio comercial liderado por duas figuras, uma interna e outra externa, que garante a disponibilidade de um interlocutor dedicado sempre presente e conhecedor das particularidades desse cliente”. Além disso, a Arval apresenta “uma estrutura contratual muito flexível permitindo o reajustamento das conduções contratuais de cada viatura em função das reais necessidades, que, como é natural, podem variar durante os períodos de duração do contrato”. Vocacionada também para a gestão estratégica das frotas dos seus clientes, a Arval assegura, segundo José Madeira Rodrigues, “uma clara visibilidade sobre os custos da frota”, propondo “não só formas de contenção de custos como também disponibiliza sistematicamente informação sobre as grandes tendências de mercado e a evolução das principais vertentes de custo”, como os custos de combustível, evoluções das taxas de juro, mercado de usados e contextos fiscais.
in PME News, Oje
Entrevista: Grupo Paulo Duarte atingiu em 2009 “o melhor resultado de sempre”
Tudo começou no pós-guerra, em 1946, com José Paulo Duarte, pai do actual presidente do Conselho de Administração do Grupo, também José Paulo Duarte de seu nome, ou não fosse esta uma empresa com forte componente familiar.
O início foi marcado pelo primeiro camião com uma cisterna para vinhos, na zona de Torres Vedras, onde, de resto, o Grupo ainda se mantém. Entretanto, a empresa foi-se desenvolvendo com cisternas de produtos alimentares, tendo o passo seguinte sido dado com cisternas de matérias perigosas. De resto é aqui que reside o grande enfoque da empresa: “70 por cento da nossa facturação é feita com cisternas. O resto com frigoríficos e alguma carga em geral”.
Ao longo destes anos foi crescendo e, entre aquisições ou novas empresas formadas, o Grupo tem agora 7 empresas no sector dos transportes (ver caixa). Em 2009 facturou 45,4 milhões de euros – um aumento de 14 por cento – naquele que é considerado “o melhor de sempre em termos de resultados”. E isso deve-se “a muito trabalho e a bons clientes”.
Assim, com um crescimento de 14 por cento, pode falar-se de crise? José Paulo Duarte afirma que “nós sentimos a crise”, especialmente através “da falta de liquidez e atrasos nos pagamentos”. Além do mais, este sector é “um espelho das crises, porque somos os primeiros a sentir. Se não há trocas, não são precisos transportes”.
O segredo para “aguentar” está, na opinião do responsável, numa empresa bem estruturada e numa outra realidade do sector: “estamos habituados a viver em crise. A ganhar pouco dinheiro, mas a ganhar”.
Próximo objectivo: França
A Transportes Paulo Duarte era para já ter iniciado a sua operação. A crise fez travar essa intenção, pelo que irá iniciar a actividade “lá para o fim do ano”.
Esta internacionalização não é novidade no Grupo. Em Espanha operam desde 1998, mercado onde José Paulo Duarte afirma ser difícil de trabalhar porque “são muito proteccionistas. Infelizmente aquilo que nós [Portugal] não somos”. E o dizer adeus ao país vizinho nem sequer se coloca, seja porque é ponto de passagem para o resto da Europa, seja porque “não somos mais que uma província económica da Península Ibérica, quer queiramos, quer não”.
África como novo destino
Os países africanos de língua portuguesa parecem ser a nova aposta. Em conjunto com a congénere Torrestir, a Transportes Paulo Duarte criou a Logitrans em Angola. Sedeada no centro de Luanda, e com instalações de apoio inseridas numa área de 10 hectares na periferia da cidade, resulta de um investimento de cinco milhões de euros. O negócio está pronto a arrancar, mas a magnitude da operação está ainda dependente de um cliente nacional, que não pôde ser revelado, e irá implantar-se no país.
No outro lado do continente, Moçambique está também a demonstrar ser um destino aprazível. José Paulo Duarte confessa mesmo que “em princípio vamos arrancar”, também em parceria com o Grupo Torrestir. A ideia passar pela aquisição de capital de uma empresa já estabelecida.
Crescer, crescer, crescer
Segundo José Paulo Duarte, para este ano “o plano é crescer”. Como, aliás, sempre foi a filosofia do Grupo. Demonstrativo disso, por exemplo, é o facto de em 2010 já terem sido contratadas cerca de 20 pessoas, e com a perspectiva de contratar ainda mais. Refira-se que em 2009 foram contratadas cerca de 80 pessoas.
Este crescimento assenta também no facto das empresas do Grupo terem “uma carteira de clientes muito importante. Isso dá-nos algumas garantias de futuro. Nós vamos crescendo e eles vão crescendo também”.
Empresas do Grupo Paulo Duarte
São sete as empresas de transportes que compõem o Grupo Paulo Duarte:
- Transportes Paulo Duarte, Lda
- Transportes Gaitinhas, Lda
- Ibercister, SL
- Manuel Ferreira, Lda
- Discompor, Lda
- Transportauto, SA
- Transportes Paulo Duarte España, SL
in Logística e Transportes Hoje
Entrevista: “Eco-condução promove adopção de hábitos de condução mais eficientes”
No próximo dia 24 de Maio, a ACAP – Associação Automóvel de Portugal -, vai realizar um seminário comemorativo do seu centenário, que terá como tema principal o Projecto Eco-Condução. Este é um projecto pioneiro a nível nacional, que procura promover a adopção de hábitos de condução mais eficientes e seguros, com vista à redução dos consumos de combustível e emissões de poluentes e gases com efeitos de estufa, contribuindo também para uma maior segurança rodoviária.
O blogue Gestão de Frotas falou com a Occam, empresa de consultoria e formação para os transportes, energia e ambiente, que promoveu este projecto, para saber mais sobre a Eco-condução.
Em que consiste este projecto?
O Projecto Eco-condução Portugal é um projecto pioneiro de âmbito nacional que tem como objectivo promover a adopção de hábitos de condução mais eficientes e seguros, com vista à redução dos consumos de combustível e emissão de poluentes e gases com efeito de estufa, promovendo também uma maior segurança rodoviária.
A 2ª fase do projecto, a Campanha Eco-Condutores à Prova, que está agora a terminar, teve como objectivo acompanhar 20 condutores e promover a melhoria dos seus desempenhos, através do seu acompanhamento ao longo de 8 meses e compreender de que forma o seu estilo de condução influencia o seu desempenho em termos energéticos e ambientais.
É urgente, em Portugal, adoptar as medidas da eco-condução, tanto em termos económicos como ambientalistas?
Actualmente, mais de 20% da energia final consumida na União Europeia é da responsabilidade do sector dos transportes, sendo que em Portugal o modo rodoviário representa mais de 80% de toda a mobilidade rodoviária gerada, o que corresponde a cerca de 23% do consumo energético total nacional (e a 24% da emissão total de gases com efeito de estufa).
Não existe uma solução única para a sustentabilidade energética e ambiental do sector dos transportes. Podemos resumir a tipologia de políticas e medidas em três áreas de actuação:
• Desenvolvimento tecnológico: através do incentivo à inovação ao nível dos sistemas de propulsão alternativos, melhoria da eficiência energética dos veículos e diversificação das formas de energia final utilizada;
• Gestão da mobilidade: potenciando políticas públicas com actuação tanto do lado da oferta de serviços de mobilidade de maior qualidade, como do lado da procura;
• Mudança comportamental: promovendo a mudança de atitudes e o aumento da consciência ambiental dos cidadãos.
Neste sentido, a eco-condução revela-se como uma excelente oportunidade para a promoção da eficiência energética. A mudança de comportamentos é um processo moroso mas com grandes retornos a médio/longo prazo.
Como foi recebido este projecto, em Portugal? Os consumidores e as empresas mostraram-se interessados por esta iniciativa?
O projecto Eco-condução teve início em 2008, por ocasião do Salão Internacional Automóvel de Lisboa, e já conta com 2 fases. Ao longo do projecto temos tido diversos contactos (tanto de particulares como profissionais) no sentido de participarem na campanha. Mas mais importante têm sido os constantes pedidos de informação sobre este tema. Conseguimos desenvolver um conjunto de conteúdos informativos que nunca haviam sido produzidos em Portugal e de facto este conceito é cada vez mais reconhecido como uma boa oportunidade de redução de custos e impactes ambientais negativos.
Qual a importância da eco-condução no contexto empresarial? A nível da gestão de frotas, a eco-condução pode ajudar a reduzir os consumos de forma efectiva?
Na grande maioria dos casos, os elevados custos inerentes à gestão de uma frota de veículos – seja ela de pesados ou ligeiros – está directamente relacionada com o consumo de combustível, sendo que em muitos casos o seu peso na estrutura de custos ultrapassa os 30%.
As vantagens para as empresas são tanto ao nível da redução de custos, como do aumento da segurança rodoviária, para além de reforçar a responsabilidade social da organização, resultado da aposta na sustentabilidade ambiental dos seus processos. De facto, a promoção de boas práticas na condução pode resultar em poupanças de combustível que ultrapassem os 10%.
No entanto, não deveremos desconsiderar o investimento paralelo em outras soluções que poderão inclusivamente ampliar estes resultados, como por exemplo um sistema de recompensas associado aos desempenhos (financeiras ou simplesmente de reconhecimento de mérito).
A primeira fase do projecto Eco-condução Portugal consistiu no lançamento do mesmo no Salão Internacional do Automóvel, em 2008. A segunda fase teve como objectivo acompanhar 20 condutores e analisar o seu estilo de condução. Como se desenrolou esta fase? Provou-se que a Eco-condução é a solução para uma maior economia de combustível e redução da emissão de poluentes e gases com efeito de estufa?
O acompanhamento dos 20 condutores implicou a monitorização contínua dos seus veículos, através da instalação de um equipamento electrónico de monitorização em tempo-real (data logger). Os participantes foram então sujeitos a períodos distintos de estudo:
• 1ª fase: os condutores foram monitorizados sem terem tido qualquer tipo de formação em eco-condução; ao fim deste período foi-lhes ministrada uma acção de formação;
• 2ª fase: nos meses seguintes os condutores continuaram a ser monitorizados e acompanhados através de um reporting contínuo que comunicava os principais desvios nas suas prestações e recomendações para melhorar a sua eco-condução;
• 3ª fase: durante este período da campanha foi continuada a monitorização dos condutores, sendo que nesta fase já não lhes foi dado nenhum tipo de feedback quanto ao seu desempenho; o objectivo desta última fase foi o de avaliar até que ponto a eco-condução é um conceito adquirido.
Provou-se que a eco-condução tem um enorme potencial e que é um dos instrumentos que contribuem eficazmente para a eficiência energética e ambiental, mas nunca poderíamos considerá-la como a única… Não nos podemos esquecer que a diversificação de soluções é ela mesmo uma das soluções!
Relativamente a dados concretos… os resultados da campanha Eco-Condutores à Prova serão apresentados na Conferência “Indústria Automóvel: Contributo para uma mobilidade sustentável. O Projecto Eco-condução Portugal”, a realizar no próximo dia 24 de Maio no CCB.
Qual o balanço que faz desta campanha, agora que chega ao fim?
O balanço é bastante positivo, este projecto permitiu dar um grande passo na área da avaliação dos desempenhos de condutores. Foi de facto inovador nesse campo, o modelo desenvolvido para a avaliação dos condutores tem um enorme potencial de aplicações futuras. Adicionalmente, foi possível avaliar de forma analítica o potencial efectivo de redução de consumos.
Por fim, pese embora a campanha Eco-condutores à Prova tenha acompanhado apenas 20 condutores, o impacto do projecto foi bastante mais vasto. A campanha de comunicação permitiu desenvolver materiais de sensibilização e informação de modo a disseminar de forma alargada o conceito de eco-condução e os resultados do projecto, como por exemplo o website do projecto, a página Facebook, o vídeo institucional e o manual de eco-condução, o primeiro em Portugal exclusivamente dedicado a este tema.
SC Multirent: “O sector vai inverter as tendências de 2009″
Tudo indica que vamos assistir a uma reversão das tendências de mercado na gestão de frotas, verificadas em 2009, com um aumento da produção de novos e uma redução dos prolongamentos, assegura João Bugalho, administrador da SC Multirent.
Que razões justificam o abrandamento do sector no último ano?
A principal razão assenta na quebra abrupta no valor das viaturas usadas, iniciada em 2008. Ainda que o mercado de usados tenha recuperado de forma significativa ao longo do segundo semestre, os valores continuaram abaixo dos verificados antes da queda, levando a uma forte correcção de valores residuais e ao consequente aumento significativo das rendas dos contratos novos.
Que consequências teve no sector?
O principal impacto decorrente deste agravamento foi o fortíssimo crescimento registado nos prolongamentos de contratos, induzidos pela incapacidade dos clientes em incorporar as novas rendas nos seus orçamentos e, por outro lado, pelo interesse das gestoras de frota em prolongar os contratos activos, com o intuito de acomodar um maior volume de amortizações, para conseguir mitigar as menos-valias na venda das viaturas.
Que expectativas tem para 2010?
Tudo indica que vamos assistir a uma reversão das tendências verificadas em 2009, com um aumento da produção de novos e uma redução dos prolongamentos. O facto de o mercado de usados ter encetado alguma recuperação nos preços deverá contribuir para valores residuais mais elevados e alguma redução no preço das rendas.
Como decorreu o exercício de 2009 para a empresa?
Em 2009 a SC Multirent conseguiu cumprir os objectivos comerciais a que se propôs, originando 6.094 contratos, um ligeiro decréscimo de 0,86% face aos 6.147 angariados em 2008, mantendo assim a sua quota de mercado em torno dos 11%. Em termos de capital investido em automóveis novos, o volume total ascendeu a mais de €90 milhões, resultando num decrescimento de 15% face ao ano anterior, fruto da política adoptada de prolongamentos dos contratos.
De realçar ainda o sucesso na comercialização de Serviços Avulso, com um crescimento de 55% em nº de contratos novos e de 48% em Carteira. No final de Dezembro de 2009, a SC Multirent tinha 10.824 mil viaturas em frota e servia 9.010 em serviços diversos, num total superior a 19 mil carros sob gestão.
No desenrolar da actividade da AOV, que vantagens existem na ligação a grupos financeiros e/ou a empresas de rent-a-car?
A principal vantagem em sermos detidos a 60% pelo Grupo Santander, um dos maiores bancos do mundo, para além da sua obvia notoriedade e credibilidade, é o facto de proporcionar-nos uma capacidade financeira que outras gestoras sem um parceiro desta natureza não têm, o que no actual contexto é determinante.
in Jornal de Negócios














