Grupo Pinto Basto: Espera-se facturação de 130 milhões de euros em 2010
O Grupo Pinto Basto, liderado por Bruno Bobone, espera atingir em 2010 um volume de vendas na ordem dos 130 milhões de euros. Presente em Portugal, Espanha, Angola e China, a Pinto Basto, que é um dos grupos empresariais mais antigos do país, está actualmente em negociações para entrar no mercado brasileiro e da América do Sul. Em entrevista à Transportes em Revista, Bruno Bobone, presidente do grupo, revelou que «em 2010 esperamos atingir uma facturação na ordem dos 130 milhões de euros ao nível dos negócios tradicionais. Mas como o parque de contentores e a empresa de camionagem vão arrancar, em Angola, esperamos atingir uma facturação de cerca de 340 milhões de euros».
Estes dois investimentos, o primeiro realizado com a MSC Angola e uma empresa local e o segundo em parceria com Hipólito Pires e também com uma empresa angolana, servirão de apoio à actividade já desenvolvida pelo grupo em Angola, onde está presente desde 2002. Há cerca de dez anos, que o Grupo Pinto Basto decidiu apostar numa política de internacionalização, uma estratégia que, segundo Bruno Bobone, «é para continuar». Os mercados em análise pelo grupo são «o Brasil e América Latina. Estamos neste momento a tentar encontrar um parceiro para entrar nestes mercados. Actualmente é a prioridade. Normalmente quando entramos num país é sempre através da área logística».
Nesta entrevista, em destaque no próximo número da Transportes em Revista, Bruno Bobone refere que o grupo irá também continuar a apostar em outras áreas de negócio, para além das actividades ligadas ao sector dos transportes, como a área financeira e negócios mais ligados ao consumidor.
in Transportes em Revista
Leaseplan: Vendas do primeiro semestre foram “sustentáveis”
O mercado automóvel mostrou uma forte vitalidade no primeiro semestre. As vendas de automóveis novos subiram 49,7%, com o mercado de ligeiros de passageiros a mostrar o melhor desempenho, com um crescimento de 57,7%, um dos maiores da Europa.
Houve quem atribuísse parte desta ‘euforia’ à antecipação de compras devido ao aumento do IVA a partir de 1 de Julho, mas o director comercial da Leaseplan não tem esta percepção: «Não notámos que houvesse antecipação de encomendas», garante José Pedro Campos Pereira.
O director comercial da Leaseplan, empresa líder na gestão de frotas em Portugal, justifica a melhoria do mercado com a normalização da renovação das frotas.
«Todos os sectores renovaram frotas este ano porque no ano passado as taxas de juro estavam muitos altas e as margens financeiras no crédito era demasiado altas».
O gestor acredita que a dinâmica do no primeiro semestre continue no resto do ano.
«Acredito que seja sustentado. Em várias indústrias começa a haver vontade de investir».
in SOL
Director da Leaseplan avisa que carros eléctricos podem ser problema
Se os veículos ‘verdes’ tiverem o sucesso que o Governo antecipa, o Estado pode perder 250 milhões de euros por ano em imposto sobre combustíveis.
A ambição do Governo na introdução dos carros eléctricos em Portugal pode ter um efeito «importante» a nível ambiental, mas gerar um «problema» em termos fiscais. A avaliação é de José Pedro Campos Pereira, director comercial da Leaseplan, empresa líder na gestão de frotas em Portugal. Se a meta do Executivo for cumprida e 10% do parque automóvel passar a ter motores eléctricos em 2020, haverá uma perda anual de 250 milhões de euros no ISP – Imposto Sobre Combustíveis, segundo cálculos do SOL.
A Leaseplan tem vindo a desenvolver instrumentos de consultoria em gestão de frotas sustentáveis, para facilitar a adaptação das frotas dos seus clientes aos carros eléctricos. Além das questões críticas que vão condicionar o mercado dos carros eléctricos – como o preço dos veículos, a duração da bateria ou a rede de abastecimento –, uma das questões que, a prazo, terá de ser discutida é a componente fiscal deste mercado.
«Se os carros eléctricos ‘pegarem’ em força e os consumidores aderirem a esta tecnologia, o Estado tem um problema», alerta o responsável, em declarações ao SOL. O Governo lançou no ano passado a rede nacional de mobilidade eléctrica, prevendo-se que, até 2011, sejam criados 1.300 postos de abastecimento de carros eléctricos.
As projecções indicam que, em 2020, cerca de 10% do parque automóvel seja constituído por veículos eléctricos.
Se este cenário se confirmar, a factura energética diminui, porque passa a haver menos importação de petróleo. Mas o Estado arrisca-se a perder um décimo da receita obtida com o ISP, que é pago no momento em que se abastecem os carros.
Menos 10% de receita
Todos os anos os cofres públicos encaixam entre 2,4 e 2,5 mil milhões de euros com o ISP, segundo dados da Direcção-Geral do Orçamento, pelo que a perda anual pode atingir 250 milhões. A este número teria ainda de somar-se o que o Estado deixaria de arrecadar no Imposto Único de Circulação (selo do carro) e no Imposto sobre Veículos (compra do veículo). Estes dois impostos têm uma componente ambiental, e os carros eléctricos, que não emitem CO2, pagam menos.
Para o director da Leaseplan, será «inevitável» que o Governo venha a criar impostos específicos sobre a compra de veículos eléctricos ou sobre os carregamentos. «Uma percentagem muito alta do litro de gasolina é receita fiscal que o Estado teria de ir buscar a outro lado».
Para já, o caminho é o oposto. No Orçamento para 2010, o Governo estabeleceu um benefício fiscal de 5.000 euros para os primeiros cinco mil clientes que comprarem carros eléctricos. Segundo José Pedro Campos Pereira, este é o valor «adequado» para animar o mercado inicialmente: «Provavelmente será o valor que equilibra o valor do carro eléctrico face ao tradicional. Mais do que isso e estaríamos a criar preços artificialmente baixos, que não seriam sustentáveis a prazo».
De resto, o responsável entende que os benefícios fiscais não vão ter impacto no mercado a longo-prazo. «Os carros eléctricos vão ter de competir autonomamente. Há um incentivo simpático para arrancar, mas a massificação só acontecerá se o carro funcionar bem, se o preço for viável e se as baterias puderem ser carregadas sem dificuldades e tiverem uma vida útil suficiente», afirma.
in SOL
Scania aumenta lucro semestral
A Scania fechou a primeira metade deste ano com lucros de 400 milhões de euros, 131 vezes mais do que o registado nos primeiros seis meses do ano passado, anunciou esta sexta-feira a fabricante sueca de veículos industriais.
A Scania, controlada pelo grupo alemão Volkswagen, facturou 3.906 milhões de euros, mais 23% do que no período homólogo, enquanto os resultados operacioanais ascenderam a 593 M€, 11 vezes mais do que há um ano atrás.
Entre Janeiro e Junho, a Scania vendeu 28.321 veículos, o que corresponde a uma subida de 37%. As encomendas, contudo, cresceram 159%, para as 37.028 unidades.
in FrotaNews















